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quarta-feira, 5 de maio de 2010

O Iluminismo e a Religião

Neste século das luzes percebe-se a ausência da Igreja Católica em questões urgentes. Nota-se um pontificado atrasado em clima da pior corrupção existente no tempo da modernidade: nepotismo e decadência moral. Durante o período medieval os homens viviam mergulhados num mundo estritamente religioso. Suas atenções voltadas para o céu traziam o desinteresse pelos fatos da terra.

As ideias religiosas da Idade Média se baseavam em uma séria de dogmas ditados pela Igreja. Esses dogmas eram tidos como verdades incontestáveis. Todo aquele que ousasse opor-se era submetido a severas punições por parte das autoridades religiosas. Todas as ideias inovadoras eram repudiadas, caso contrariassem direta ou indiretamente a esses dogmas. Tudo era explicado como manifestação da vontade de Deus. Houve outras correntes dentro da igreja que solaparam a unidade eclesial. O galicanismo, por exemplo, no qual reis e soberanos não estavam submetidos ao poder eclesiástico e também a questão da regalia, ou seja, a intervenção dos governos na administração da Igreja como a nomeação de bispos e superiores. O jansenismo, tendo como fundamento as questões teológicas buscava um cristianismo austero e fervoroso e defendia uma liturgia acessível ao povo. Além de outras, como o josefismo, que exerceram influência no campo da política.

Outro fato de extrema importância é a Enciclopédia, de 1751, que os iluministas tentaram usar como arma contra a religião, tendo a frente Diderot e D’Alembert, que pretendiam aniquilar a Igreja. Foi provavelmente neste século, nascera a Maçonaria. A primeira Loja foi fundada na Inglaterra em 1717, exigia e defendia direito público, religião natural, liberdade de religião e imprensa, separação entre Igreja e Estado e o ensino geral para o povo. A partir daí os maçons passaram a exercer influências no meio social e político que ajudaram nas mudanças sociais nos séculos posteriores.

A Igreja nesse período não conseguia se sintonizar com o pensamento iluminista, muitos expressavam uma completa descristianização da Europa. O ceticismo, o ateísmo explícito, secularização da cultura e o antidogmatismo foram fatores essenciais que marcaram o Iluminismo.

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